Museu Jacquemart-André, o amor pela arte

Nélie Jacquemart e Édouard André formam um dos casais mais emblemáticos da vida artística e social parisiense do século XIX. Édouard André (1833–1894), herdeiro de uma fortuna familiar, era um banqueiro e colecionador apaixonado por arte. Nélie Jacquemart (1841–1912), por sua vez, era uma talentosa pintora retratista, aluna de Léon Cogniet, que se destacou pelas suas obras expostas no Salon de Paris.
Em 1869, Édouard André encomendou ao arquiteto Henri Parent a construção de um suntuoso palacete, hoje o Museu Jacquemart-André, para abrigar a sua coleção de arte em constante expansão. Conheceu Nélie Jacquemart em 1872 e casou-se com ela em 1881. Após o casamento, viajaram juntos pela Europa, adquirindo obras-primas do Renascimento italiano, pinturas flamengas e objetos de arte, transformando a sua residência num verdadeiro museu privado.
Após a morte de Édouard em 1894, Nélie deu continuidade à obra comum, enriquecendo ainda mais a coleção. Em 1912, legou o palacete e os seus tesouros ao Institut de France, oferecendo assim a Paris um museu único, ao qual pode chegar a partir do Mathis em apenas 11 minutos a pé.



